quarta-feira, 26 de agosto de 2009

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Paradoxo


Coisas tornam-se fúteis

Dores da carne,

Da alma e mente,

Tornam-se prazeres.

Estou morto, consciente.

Paralisado em putrefação

Inerte ou inexistente

Preso no próprio paradoxo.

A crueldade do beijo mais doce

A dor do seu toque quente

O desespero do seu sorriso,

O mais belo de todos

Estou preso num lugar

Onde só tenho como fuga,

O seu majestoso e gentil

Abraço fatal.

Quero estar em seus braços

Escutá-la dizer que esta tudo bem.

Seu beijo será a morto da minha solidão

E se for para matar essa companheira cruel,

Que seja na gentileza dos seus braços.


Douglas Strohhaecker