Paradoxo
Coisas tornam-se fúteis
Dores da carne,
Da alma e mente,
Tornam-se prazeres.
Estou morto, consciente.
Paralisado em putrefação
Inerte ou inexistente
Preso no próprio paradoxo.
A crueldade do beijo mais doce
A dor do seu toque quente
O desespero do seu sorriso,
O mais belo de todos
Estou preso num lugar
Onde só tenho como fuga,
O seu majestoso e gentil
Abraço fatal.
Quero estar em seus braços
Escutá-la dizer que esta tudo bem.
Seu beijo será a morto da minha solidão
E se for para matar essa companheira cruel,
Que seja na gentileza dos seus braços.
Douglas Strohhaecker
